quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vão-se os Pulsos, Ficam os Cotovelos


O mundo e toda a fé que depositam nele. Não no mundo, embora, também no mundo. Mas toda a fé que o ser humano é capaz de empreender mundo afora. Das mais concretas às mais abstratas das coisas. Queria eu ter a fé cega da felicidade. Não que eu seja o absoluto mártir da tristeza humana, mas, me decepciono. Homenzinho pequeno.

E quando dou de me decepcionar, perco o freio. Embuto nas minhas descrenças toda a crença humana e a subverto em paspalhice. O ser humano é paspalho. Quando crê e quando não crê. Não crê ser capaz de satisfazer-se com suas crenças, não crê ser capaz de viver sem elas. Somos mutantes.

Mutantes porque adequamos nossas doutrinas sem qualquer pudor ou dogmatismo. É a sociedade da informação ditando o tom da melodia. Descobrimos mais, sobre o que já sabíamos. Descobrimos nosso, aquilo que nem imaginávamos.

Descubro intangível aquele óbvio sentimento imposto em mim quando ainda garotinho. O sentimento e Papai-noel, duas frustrações inesperadas, tão necessárias. E belas no discurso. Mas não sou de viver no discurso. Logo eu, tão discursivo.

Jamais ilusório! Se “discurseio” o faço a bem da verdade. Ainda que minha e, ao menos, enquanto acreditar no que estou falando. Pois não sou daqueles que acreditam castamente nas mesmas ladainhas, até o fim dos dias. É meu ímpeto descrente, não sou eu. Sou eu, descrente e volátil, oras.

Mas deixando claro: Não me julgo melhor, muito pior! Repito: Queria eu ter a fé cega da felicidade. Crer sem ver, nem saber. Sorrir à toa, ao léu, entregue aos cuidados alheios. Mas fico aqui, caçando contestações. Satisfazendo-me em mutilar as pequenezas que fazem a vida grande.

E sigo seguindo, feliz da vida por expelir de mim inverdades homéricas que empurram na gente goela abaixo. Infeliz da vida, por expelir de mim, inverdades homéricas, que empurram na gente, goela abaixo. Bem aventurados os tolos, porque acreditam. A verdade está no tamanho da fé, não no pragmatismo idiota da verdade.

3 comentários:

Anônimo disse...

Eu já estava quase com saudades, conforme te escrevi.
E essa dor de garganta me deixou um enorme sentimento de culpa:(
Pra vc saber que nao passou a madrugada sozinho, aqui estou eu!

Fabiana disse...

Ola!!! É a Faby (pekena) tudo bem ?
Hoje recebi seu e-mail e nao sabia que voce tinha esse blog.
Parabens! Estou admirada com o seu talento...pode ter certeza que visitarei com mais frequencia.

ps: espero que tenha melhorado da garganta !

beijos, Pekena !

Lidi disse...

Queria eu ter a fé cega da felicidade...