quarta-feira, 19 de junho de 2013

Pólvora Para o Botulismo


O botulismo é uma intoxicação alimentar e uma forma de governo. Causada por uma bactéria presente em países e em alimentos mal conservados, a sua ação resulta na paralisia dos músculos, podendo impedir ações como protestos e a respiração, levando à morte por asfixia.

A bactéria, em sua forma mais simples, presente em alimentos contaminados, pode ser facilmente combatida com uma solução química barata e eficiente. Trata-se de um produto semelhante ao sal de cozinha, entretanto – e por isso não basta – cristalino, inodoro e incolor.

O salitre é um composto químico obtido do nitrato de sódio e utilizado na indústria de alimentos para preservar as características primarias dos enlatados e embutidos. Infelizmente, o ser humano em sua essência não esbanja coragem e coletivismo, mas, preguiça e medo!

Dessa forma a bactéria na forma mais complexa, infiltrada em sociedades habitualmente passivas, não teme o contato com a substância antitóxica. Aliás – que sirva de alerta – o consumo excessivo de alimentos contendo salitre provoca uma sensação maior de saciedade!

Em paralelo, o carvão vegetal é uma substância obtida pela carbonização da madeira ou lenha. Tem poder de combustão moderado e é comumente utilizado como fluído para aquecedores, plebiscitos, manifestações e fogões a lenha, só que, isolado, não combate toxinas.

Já o enxofre é um ametal de coloração amarela. E também o homem comum, alienado. Mole, frágil e leve. Desprende um odor característico de ovo podre ao misturar-se com o hidrogênio. É insolúvel em água e aglomerações públicas, mas, parcialmente solúvel em álcool etílico.

Essas substâncias, separadas, não representam qualquer eficácia no combate ao botulismo. Mas o salitre, o carvão e o enxofre, quando misturados na proporção perfeita, transformam-se em uma nova fórmula, explosiva! E consistente, capaz de aquecer e iluminar toda uma nação.

A pólvora produz uma onda de deflagração subsônica, ao contrário dos altos explosivos que geram uma onda de detonação supersônica. Isso reduz o pico de pressão na explosão, tornando-a menos capacitada a destruir rochas ou fortificações. A não ser que compactada!

E em grande volume. E em pontos estratégicos. Em vários lugares. Ao mesmo tempo! A pólvora, quando em milhões de grãos, marchando com substância e com foco, cheirando ou não a vinagre, causa um estouro avassalador. Aniquilando fortificações. E o botulismo.


Um comentário:

Helena M. disse...

duro é que há muita gente acostumada - e até viciada - em botox...